Morar em apartamento traz benefícios a idosos


E não é pelo espaço em si, mas pela segurança e pela sociabilidade que a vida em condomínio oferece

A população brasileira está se tornando cada vez mais experiente: nas últimas décadas, o número de cidadãos com mais de 60 anos tem aumentado e o IBGE espera que, em 2060, o Brasil apresente um "funil etário", com mais idosos do que crianças. Nesse contexto, torna-se cada vez mais comum encontrar pessoas mais velhas vivendo sozinhas.

A independência que essa situação proporciona é positiva, mas deve vir acompanhada de cuidados. “Idosos que moram sozinhos podem estar expostos a alguns riscos sociais e de saúde. Ao mesmo tempo em que podem ser vítimas de roubos e furtos, por exemplo, também podem se machucar dentro de casa”, afirma a dra. Franciele Menezes, médica geriatra das unidades de internação do Hospital Municipal do Idoso de Curitiba. Em qualquer um dos casos, é importante que o idoso tenha por perto pessoas que possam auxiliá-lo. Por isso, viver em espaços coletivos como condomínios pode trazer inúmeros benefícios para a população 60+.

Rita Kuppel, de 68 anos, é professora aposentada e vive sozinha em um apartamento localizado na região central da capital paranaense. Ela costumava morar com o marido, que faleceu há cerca de cinco anos. Desde então, recebe visitas frequentes da filha e dos netos, mas nem pensa em mudar-se para a casa deles. “Eu gosto de ter a minha liberdade, de fazer minhas coisinhas quando eu quero, de viver minha rotina. É bom ter a minha casa e eles podem me visitar sempre que quiserem”, afirma. Para ela, a relação que mantém com os vizinhos e com os funcionários do condomínio onde vive é essencial para o dia a dia, já que oferece mais segurança e bem-estar. “Eles cuidam de mim, sempre perguntam como eu estou. Gosto de bater papo com a síndica, tenho carinho pelas pessoas daqui. Eu não me sinto sozinha porque tenho a minha família, mas também tenho a minha vizinhança”.

Segundo a dra. Menezes, a interação possibilitada por esses ambientes coletivos pode ser muito vantajosa para os moradores mais velhos. “É legal oferecer companhia para uma visita ou uma atividade fora de casa, para que a pessoa não fique solitária, isolada, o que pode levar a um quadro depressivo”, alega. Porém, é preciso estar atento para não cruzar barreiras e acabar sendo incômodo. “Não se pode fazer isso de forma impositiva, querendo mudar a mudar a rotina do idoso de maneira forçada, de acordo com o que os familiares ou vizinhos acham que é correto”. É preciso ter tato para não se tornar invasivo na vida do outro.

Conhecer a rotina do idoso que mora sozinho também é importante para sua segurança. Em caso de grandes mudanças nas tarefas cotidianas, os condôminos devem entrar em contato com a pessoa para verificar se tudo está bem e se ela precisa de ajuda. Sempre, é claro, respeitando suas vontades e sua autonomia.

Fonte: G1

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